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quarta-feira, 13 de maio de 2026

sentimentos vazios

ter dias em que as emoções não aparecem é complicado, parece que estou encarando o mundo com uma sensação estranha... quer dizer, é quase que sensação nenhuma e isso me sufoca. 

eu gosto dos dias que estou feliz, quase sempre estou assim. exceto pelos dias como hoje, em que eu não consigo sentir quase nada (só uma pequena pontada no coração que nunca se desfaz, tenho o sentimento de que é realmente um auto-sufocamento por razão nenhuma, só acontece) e não tem muito o que fazer sobre isso além de aceitar até que passe.

as vezes não passa, fico com esse aperto por um ou dois dias além do normal (que costuma ser um dia só) me seguindo, deixando tudo sem gosto e nada divertido. talvez eu tenha cansado um pouco. acho que cansei, sim.

na verdade, eu não saberia explicar do que eu cansei porque não tenho feito nada. eu deito na cama e procuro alguma coisa para assistir, me distrair, até ler algo poderia melhorar a situação, mas nada me desce. tudo fica preso na garganta. então desligo tudo e deixo o sono aparecer quando ele bem entender.

o que me gera um problema desgastante. eu preciso encarar o tédio e por encarar o tédio é que os pensamentos estranhos acontecem. eu posso silenciar eles com barulhos, distrações carregadas de dopamina, mas e quando nada dessas coisas me alegram? o vazio se torna a saída para tudo, exceto ouvir a mim mesma.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

os pensamentos estão em um turbilhão

 com os novos pensamentos eu tive de encarar mais do que o meu reflexo no espelho. sinto que posto muito frequentemente sobre as coisas que se passam na minha cabeça e, na maioria das vezes, elas são as mesmas. é como se eu estivesse correndo em um labirinto de sentimentos dando de cara com as enormes paredes toda curva que eu faço. é um pouco estranho, porque me conheço bem o suficiente para entender exatamente como eu mesma funciono e onde estão as coisas que eu gosto. 

até o ponto em que eu tenho pensado nas coisas de novo e por encontrar paredes dentro do meu cérebro que eu percebo que não tenho a cabeça tão oca assim e agora preciso lidar com esses obstáculos que eu ainda não conhecia dentro de mim. talvez pelo fato de que eu finalmente possa respirar um pouco, então eu consigo ouvir o que acontece dentro de mim um pouco, pode ser que tenha chegado a hora de parar de dizer que não tenho nada de pensamento...

por perceber (e efetivamente diminuir) o quanto o uso das redes sociais com rolagem infinita e vídeos automáticos que fizeram um pouco meu corpo se revirar, comecei a compreender de onde veio tantas ansiedades que eu carregava sem nem perceber. se eu realmente quero viver de uma forma mais analógica eu preciso começar a fazer as coisas como elas realmente são, sem me privar completamente do que temos em mão nos dias de hoje. 

eu gostaria de poder ter um celular bobo apenas para responder mensagens e ligações, tenho o costume de me apegar em coisas materiais na intenção de abafar esses mesmos pensamentos que estou lutando agora para recuperar eles. não posso mais esconder o que tem dentro de mim, por mais que esse silêncio ainda seja eu tem partes barulhentas que fazem tanto sentido quando o nada que se passa por mim. por tantos anos eu fui silenciosa, discreta e ás vezes até um pouco muda.

gosto de poder gritar. gosto de poder falar, opinar. gosto de apontar o dedo e dizer que não gosto de algo.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

as águas de março levaram coisas e trouxeram outras...

 agora eu posso encher a boca e dizer que estou há um mês vivendo outra vez. meu coração tem batido e é estranho lembrar que existem órgãos funcionando dentro de mim, estou tão acostumada com a morte ao meu redor e escrever como se eu não existisse há anos. desde que coloquei meus pés nesse lugar e comecei a construir um novo lar eu entendi que posso respirar sem medo, não vou morrer novamente.

falo isso com certeza, estou exatamente onde eu quero. busquei por isso minha vida inteira inconscientemente e algo em mim estava esperando só o momento certo para abrir os olhos com a fome de um lobo há anos hibernado. tenho algo na minha frente pronto para ser agarrado e é nesse momento que eu deveria funcionar no vapor máximo.

meu cabelo tem crescido e parado de cair aos poucos, meu corpo tem se sentido menos exausto e parece que posso fazer tudo que eu quiser, só basta levantar de onde estou. minha única luta agora tem sido o costume com o nada da morte, o costume da rotina em inércia completa como quem não tinha onde e nem quem para ir. 

março veio com chuvas fortes, longas e um pouco sufocantes, as águas inundaram meus sentimentos e terminaram de lavar feridas que eu ainda brigava, assisti do meu quarto a chuva levar embora coisas que eu não lembrava, mas precisei revisitar para me despedir e seguir com o que vinha pela frente, sinto como se tivessem segurado a minha mão para me guiar num extenso túnel. 

a felicidade entrou no meu peito, ficou. me sinto eu, por inteira.  

quinta-feira, 26 de março de 2026

pedaços do passado?

 ​(estou escrevendo no celular, não por falta de opção ou pressão... mas a situação que estou pede urgência) me encarei tempo demais no espelho para perceber que tem cinco anos desde a última vez que coloquei uma roupa assim no corpo. 

eu tinha 17 a primeira vez que me vesti com mangas enormes e saias com babados, procurando imitar uma vampira ainda com os modos da vitorianiedade. talvez eu fosse boba demais e não soubesse o que eu estava fazendo, me enfiei em um buraco sem saída sem questionar primeiro se aquilo era o que eu realmente queria.

na verdade, acho que eu me conhecia bem demais para saber que viver isso era exatamente o que eu mais precisava. cresci nessas idas e vindas, conheci pessoas por todos os cantos... construí algo que não trocaria por nada e nem ninguém, mas precisei quebrar esses limites e cultivar um novo jardim, com novas memórias. 

o passado me intoxicou por tempo demais, permiti que as coisas fossem sufocantes e sem perceber deixei que muito de mim partisse. chegar perto dos 21 anos e saber que nada é como foi me deixa feliz. talvez um pouco feliz até demais.

não ter mais 17 anos e saber exatamente quem sou e o que eu quero é algo. realmente algo.

quinta-feira, 5 de março de 2026

sinto que alguém morreu e acho que foi eu.

 constantemente... quando fecho os olhos, não demora aparecer aquela sensação sufocante. alguém morreu, o peito aperta e não tem nada que me impeça de sentir o nó na garganta crescendo. posso emendar essa explicação com muitas outras sobre a forma como me sinto, mas não acho que seja propício falar sobre algo que dói e tudo me dói. não sei. não explico. nada elucida.

não há nada que não rasgue minha pele. eu ando sangrando (e não como uma forma de explicar como tenho passado os dias, talvez como se eu dissesse que tem algo de errado acontecendo, sem saber a causa, não acho que tenha origem, na verdade, apenas existe).

o sentimento de angústia tem um nome e quem sabe um sobrenome.

um pouco engraçado que eu tenha escrito isso depois de tanto tempo sem aparecer, também não preciso nem dizer as razões pelo meu sumiço (mas tento explicar com um acaso que me salvou, entrei na unesp de alguma forma... estou nela, isso me deixa feliz, até certo ponto) e os porquês de eu estar sorrindo numa frequência diferente do meu normal. isso é, até que a porta se feche.

essa postagem é meio edgy lord, sem querer me auto-ofender com isso. não sei onde mais colocar esses pesos, parece que eu mesma tenho me afogado em lágrimas. apenas por sentir assim, achar que é o certo. meu cérebro não funciona normalmente tem alguns dias. na verdade, desde que cheguei as coisas parecem confusas demais. sinto um pouco de saudade da minha casa, que não é mais minha. agora aqui é onde eu moro? estou perdida.

enfim, quanto ao sentimento de morte. acho que ele é meu. acho que quem morreu... foi eu. quer dizer, eu de fato morri, há dois anos. depois de um tempo nasceram flores no meu túmulo e eu pensei, de verdade, ter renascido, a dura verdade é que eu continuo ali; no escuro e sem onde respirar. por isso penso que morri, outra vez. tive uma falsa sensação de vida? onde exatamente vaga minha alma?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

citando alguns nervosismos e medos

 não sei o que escrever no blog, há um tempo que penso sobre isso. não tem nada acontecendo, nenhum pensamento importante suficiente para que eu quisesse discorrer sobre, é aqui que o problema começa e isso me causa um medo indescritível. não ter sobre o que falar é assustador, então pense sobre não ter o que escrever, ainda mais isso sendo algo que molda a minha vida inteira como uma coisa só, se eu não estiver escrevendo algo, o que eu estou fazendo, então?

é aqui que entra um segundo problema, se não estou fazendo nada, um caos generalizado entra em vigor dentro da minha família. me levando a ter vontades ainda mais intensas de ir embora, agora é que aparece um outro medo, esse sendo ainda maior. o que acontece comigo se eu não passar? experimentei pela primeira vez na minha vida ter uma nota boa em algo importante, mas não foi o suficiente e parece que não está sendo. tudo bem que foram só duas chamas e a terceira está quase chegando, mas nada como ver nomes em cima de nomes e nenhum deles ser o seu. me deixa frustrada e assustada.

acho que nunca falei isso diretamente para ninguém, fico com vergonha. passei de outubro até o dia de hoje (essa postagem) chorando copiosamente antes de dormir por um estresse não-natural causado especificamente pelo vestibular e suas consequências. nada dói mais do que ver a esperança sumindo nas pessoas enquanto você mesmo não consegue ficar em paz consigo mesmo. sei que se em oito chamadas meu nome não estiver lá, vou tentar outra vez, mas e nesse meio tempo? para onde vou? onde fico? o que eu faço?

estou até os dedinhos do pé com uma ansiedade sufocante, quinta-feira descobrirei mais uma vez se fui bem o suficiente para entrar, ou se terei de esperar até que não tenha mais chance alguma... talvez seja por isso que meu cabelo tem caído tanto nos últimos dias, afinal, nada como uma enorme dose de sentimentos ruins para descabelar tudo o que tem dentro de mim! e além de todas essas coisas acima, existem as promessas que eu gostaria de cumprir com uma pessoa.

mesmo eu sabendo que se não der certo, nada vai mudar... eu ainda gostaria de ser capaz de estar presente. tem tanta coisa que eu prometi verbalmente e mentalmente, tem tanta coisa. talvez esse seja meu maior medo. 

domingo, 25 de janeiro de 2026

senhor dos anéis no cinema

 (preciso começar a anotar as coisas fisicamente nos momentos que acontecem, agora não sei como descrever direito o que senti nesses três dias) vi em casa, li os livros e cheguei a comprar os dvds originais para assistir com tudo o que me é de direito, mas ver no cinema é realmente algo. eu sei que ano passado vi a sociedade do anel quando saiu no especial 70 anos, mas perdi muitas das minhas experiências que ganhei com a companhia do meu melhor amigo por diversos fatores, então reconstruir isso e ir do começo ao fim, é mais do que eu posso falar.

chegar cedo no shopping para escolher o que comer que não fosse a pipoca, conversar enquanto olhamos os livros e procurar coisas para tirar fotos, registrar. senti como se estivesse de volta para 2001, quando saiu o primeiro filme e todos os adolescentes e adultos queriam ver aquela maravilha. eu não acreditei quando vi, a tela gigante e o som de fazer o chão tremer.

sai de lá ainda mais apaixonada pelo universo da terra-média, cheguei em casa faminta para ler tudo de novo, rever os filmes e me encontrar nesse meio de novo. era tudo que eu precisava, ver a mágia e o amor sendo formado na minha frente, pouco a pouco, com paciência e sabedoria, transbordando todos os desafios um por um. tudo que eu queria. 

eu viveria essa experiência tantas outras vezes... 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

parece tão difícil...

 não sei exatamente o que estou fazendo de errado. meu medo sempre foi ser um peso, ou motivo de preocupação, então evito dar o mínimo de trabalho possível e, no fim, não é o suficiente.

ontem recebi essa notícia, de que meu silêncio e tranquilidade são motivo de preocupar minha vó e, por isso, eu perderia muitos benefícios se não fosse trabalhar no hotel, ou arrumar um emprego (mesmo que isso implique na minha demição com menos de um mês por causa da faculdade). nunca vou entender essa ansiedade por um trabalho, quando até ontem tudo que me diziam era para focar nos estudos.

eu não acharia ruim de trabalhar, até gostaria (tanto que estou auxiliando no hotel), mas não quando faltam simplesmente 10 dias para os resultados do vestibular. eu gostaria de deixar a mente leve, tentar descansar um pouco. não sei, reconectar e alinhar tudo que está bagunçado aqui dentro, ainda tenho muito o que fazer por mim. 

tem dias que me arrependo de ter saído da ufms, talvez agora eu estivesse fazendo algo incrível. ou talvez, ter saído de lá foi a melhor coisa que eu poderia ter feito em toda a minha vida, talvez eu nunca teria feito as coisas que fiz, nem criado o que criei (nem conhecido, decidido e pensado).

agora entendo porque muita gente que trabalha pouco conversa pelo celular. fico cada vez mais parecida com meu pai e isso me incomoda um pouco, sinceramente. parece que muito da minha energia foi drenada, não me restando quase nada para me apoiar. voltei aos dias que a única coisa capaz de me alegrar eram as palavras, sejam elas minhas ou de outros. no momento estou lendo alice no país das maravilhas, de novo, para ver se encontro meu próprio reino da loucura. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

sobre ishtar e mais algumas coisas...

 tanto tempo longe, cheguei a me esquecer a sensação de digitar desesperadamente na frente de uma tela branca, vomitando tantos sentimentos um atrás do outro. fiquei afastada por decisão própria, desgosto do teclado no celular, do fato de precisar escrever em posições desastrosas, sem uma noção do que estou fazendo ao certo, não conseguir preparar um texto diretamente, do prazer de usar os dedos como se usavam na maquina de escrever (rezo para usar a minha outra vez, quando eu tiver os papéis adequados), toda a construção é diferente de um ambiente para o outro, ainda mais na situação em que eu me encontrava, longe da minha cama e meus cd's. criei todo um ritual pessoal para fazer essas palavras fazerem sentido, rebobinar isso para tomar outros rumos bagunçou meu cérebro, eu não sabia como me portar. 

enfim, ficar desde outubro completamente afastada foi realmente uma decisão. muitas coisas ocorreram e eu tomei algumas decisões de um dia para o outro que trazem consequências engraçadas para tudo o que planejei no começo do ano para as minhas coisas. é até enfadonho encostar nesse blog (e no meu listography) com a cabeça tão mudada assim, parece que costurei os pedaços que estavam rasgados, ou pendurados aos remendos mal-feitos. me encontrar com o passado foi como olhar para um bebê engatinhando e as ideias que eu tinha quanto os meus projetos tomaram rumos completamente opostos ao que eu pensava. não sei com precisão onde essa virada de chave aconteceu, não posso narrar certinho os dias e linhas que tomei para concluir tudo, mas sei mais ou menos. 

cada decisão foi, basicamente, feita de uma hora para outra influênciada por pensamentos anteriores que atropelavam os novos e assim por diante, no fim a minha mente parecia uma corrida maluca para ver quem ganhava o troféu, sendo esse a honra de ser o começo de algo. para ser sincera, nada do que estou falando agora faz sentido, o que estou querendo dizer é... foi uma explosão. deixaram uma bomba no meu colo com um papel pregado dizendo "decida-se agora" e eu tive que fazer isso, de qualquer forma isso iria explodir, mas preferi eu mesma ser a causa. 

até certo ponto, fazer cinco provas me fizeram um bem danado. elas foram as principais responsáveis para que eu enlouquece, em algum momento eu pensei que aquela seria a minha morte e eu precisaria voltar apenas para decretar a minha falência repentina. perdi cabelo o suficiente para chegar perto de ficar careca, também perdi peso e ganhei ao mesmo tempo (um belo efeito sânfona, eu não sabia se me privava ou me esbaldava), sem contar todas as coisas que descartei pelo vaso numa descarga significativa e sem volta, não há chance alguma desse vaso entupir e meu banheiro inundar, tudo se foi. então, com todos esses sentimentos presos na garganta eu não tinha noção alguma do que me aguardava e nada era previsivel, o que eu costumava pensar e decidir, eu fiz o exato contrário e não me arrependo.

sei que no título está escrito sobre ishtar como um foco principal, mas até eu chegar nesse assunto vai mais uns dois parágrafos até eu conseguir contextualizar, ainda mais porque a decisão de eu retormar essa deusa como um tópico importante requer uma explicação quanto as outras decisões, por isso me tornei redundante demais nesse começo meio confuso. tantas coisas me aconteceram em pouco tempo, não sei nem por onde começar. não tem começo, nem meio e nem fim, porque tudo ainda está acontecendo. enfim, o que me fez mudar a rota foi o tempo que passei em são josé do rio preto, eu entendi as coisas de formas que eu não costumava entender antes, muito pelo fato de eu estar sempre sufocada e de uma hora para outra eu pude respirar de verdade, foi aí que eu comecei a me entender e realmente curar algumas feridas que nunca terminavam de cicatrizar. tropecei ainda algumas vezes no começo até entender o ritmo novo, apesar da lentidão dos dias, minha cabeça estava trabalhando constante, colocar os pés naquela cidade ajudou inteiramente a minha reconstrução pessoal.

comecei a entender minhas necessidade, o que eu queria e procurava. os limites que precisavam ser estabelecidos eu soube delimitar perfeitamente e é interessante ver como as coisas estão reagindo, eu tinha muito medo de me mostrar na cena campo grandense, eu era apavorada de fazer as coisas e até mesmo sair de casa em campo grande me nascia um pânico sem razão alguma. eu não sentia o amor pela cena que eu senti quando tinha 17 anos há muito tempo, nem mesmo se parecia com um lar como era de costume... em contrapartida, estar de novo nos rolês rio pretenses foi como entrar em casa de novo depois de muito tempo, eu senti a mesma paixão, a mesma vontade de fazer parte de algo, agir de novo e entrar de cabeça num movimento. o carinho das pessoas pela cena atingiu em cheio meu coração, a serotonina que eu precisava receber estava toda concentrada ali. talvez tenha sido mais ou menos por aí que eu comecei a decidir que não importava o resultado da uems, a minha prioridade seria definitivamente a unesp. 

falando em unesp, que faculdade gostosa. andei um pouco pelo campus e era tudo que eu pedia por uma faculdade, mesmo sentindo saudade diariamente da ufms, eu troco uma pela outra sem medo algum (tanto que é o que estou fazendo no momento), não tenho muito o que falar sobre lá apesar de ter muitos gatos peludos e gordos para eu fazer amizade com todos usando o poder de um sachê bem apetitoso, eu acho. 

cortando esses assuntos não muito específicos. esse tempo em rio preto foi importante para as minhas decisões pelas pessoas com quem eu conversei e me relacionei, sem dúvidas esse foi um fator que deu o chute final. aprendi de cara o que são amizades, com quem posso conversar e colocar as coisas na balança foi divertido. eu entendi muito do que eu permetia demais e deixava com que passassem por cima de mim. agora, sem medo nenhum de falar sobre isso, porque é algo que mudou o meu coração, foi conhecer o lucas como pessoa para além das telas e mensagens curtas. eu costumava observar de longe o que ele agia na cena e me era bastante interessante, uma admiração sincera, mas trocar conversas verdadeiras, olho no olho, não posso dizer outra coisa se não um choque no meu sistema. tudo meu estava bastante adormecido e, apesar da felicidade em ter um novo lar de verdade, eu ainda precisava de um fósforo para acender toda aquela lenha que estava se empilhando dentro de mim, conversar com ele foi a faísca necessária. 

devo muito disso a ele, depois daquela noite que eu tomei coragem suficiente para criar o meu projeto com o mesmo nome desse blog, na intuição de estar de cabeça na cena e, dessa vez, sem medo, com as fotos no estilo que eu gostaria de ver rolando por aí. é aqui que entra outra decisão, por mais que eu ame um blog 100% pessoal, ainda gosto de colocar algumas coisas de fora por aqui, porque o maior motivo por eu ter fechado os meus dois blogs anteriores e aberto só esse, é justamente o fato de eu não suportar o fato de dividir as coisas, ter que ficar pulando de uma para outra e separar o que eu publico quando tudo faz parte de mim e se não fosse eu por trás das câmeras e perguntas que faço, das pesquisas intensas na madrugada, não existiriam metade dessas coisas, então acho que no final ainda vai ser um blog pessoal. afinal, tudo parte de mim, do meu âmago. dou o meu sangue por tudo que faço.

acho que é momento propenso para trazer ishtar na conversa. me arrependo de não ter seguido os conselhos e sopros da grande mãe. sei bem onde ela me puxou a orelha e agora entendo onde errei, quando falei que me entregaria para ela por completo, acabei hesitando em muitas coisas e não ouvindo o que deveria ser ouvido, mas encontrei o mar esse fim de ano. essa é a transição que eu faço de mulher cética para uma maluca dos cristais. a questão é que se eu não fosse amante da natureza e protetora de suas raízes, eu não seria eu, por muitas outras coincidências eu decidi cultuar uma deusa em específico, a ishtar (ou asherah). depois de me ver quase morta por culpa de um homem, quem eu pensei amar, foi quando eu entendi que precisava buscar uma luz e a história dela conectou com o meu ser de forma instantânea, mas eu não busquei a mão dela por tanto tempo que deixei de lado esse meu ponto espiritual, até mesmo os meus baralho estão esquecidos. 

até que eu pedi, novamente, que suas mãos caíssem em meus ombros e elas caíram, com o peso de um ano desacordada. minha última decisão veio aí, me conectar novamente ao espiritual, respirar de fora para dentro, de dentro para fora. cuidar de mim como a natureza pede, assim como eu costumava fazer antes de adormecer. talvez eu traga mais postagens sobre esses tipos de assunto, não prometo nada, não sei como serei daqui em diante, mas tenho ânsia de viver. quero ver os dias nascendo, as flores crescendo com todo o meu carinho e poder cultivar um amor que eu tanto pedi aos céus e agora, parece, tenho.

eu deveria escrever o título depois de escrever todo o texto, mas não vou mudar ele. nas outras publicações tentarei fazer isso, não garanto.  

entre quadros e anéis

​ não consigo me desfazer de tantas coisas. as memórias são o que me perseguem e moldam quem eu sou, ainda que eu tenha de olhar para coisas...