segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

citando alguns nervosismos e medos

 não sei o que escrever no blog, há um tempo que penso sobre isso. não tem nada acontecendo, nenhum pensamento importante suficiente para que eu quisesse discorrer sobre, é aqui que o problema começa e isso me causa um medo indescritível. não ter sobre o que falar é assustador, então pense sobre não ter o que escrever, ainda mais isso sendo algo que molda a minha vida inteira como uma coisa só, se eu não estiver escrevendo algo, o que eu estou fazendo, então?

é aqui que entra um segundo problema, se não estou fazendo nada, um caos generalizado entra em vigor dentro da minha família. me levando a ter vontades ainda mais intensas de ir embora, agora é que aparece um outro medo, esse sendo ainda maior. o que acontece comigo se eu não passar? experimentei pela primeira vez na minha vida ter uma nota boa em algo importante, mas não foi o suficiente e parece que não está sendo. tudo bem que foram só duas chamas e a terceira está quase chegando, mas nada como ver nomes em cima de nomes e nenhum deles ser o seu. me deixa frustrada e assustada.

acho que nunca falei isso diretamente para ninguém, fico com vergonha. passei de outubro até o dia de hoje (essa postagem) chorando copiosamente antes de dormir por um estresse não-natural causado especificamente pelo vestibular e suas consequências. nada dói mais do que ver a esperança sumindo nas pessoas enquanto você mesmo não consegue ficar em paz consigo mesmo. sei que se em oito chamadas meu nome não estiver lá, vou tentar outra vez, mas e nesse meio tempo? para onde vou? onde fico? o que eu faço?

estou até os dedinhos do pé com uma ansiedade sufocante, quinta-feira descobrirei mais uma vez se fui bem o suficiente para entrar, ou se terei de esperar até que não tenha mais chance alguma... talvez seja por isso que meu cabelo tem caído tanto nos últimos dias, afinal, nada como uma enorme dose de sentimentos ruins para descabelar tudo o que tem dentro de mim! e além de todas essas coisas acima, existem as promessas que eu gostaria de cumprir com uma pessoa.

mesmo eu sabendo que se não der certo, nada vai mudar... eu ainda gostaria de ser capaz de estar presente. tem tanta coisa que eu prometi verbalmente e mentalmente, tem tanta coisa. talvez esse seja meu maior medo. 

domingo, 25 de janeiro de 2026

senhor dos anéis no cinema

 (preciso começar a anotar as coisas fisicamente nos momentos que acontecem, agora não sei como descrever direito o que senti nesses três dias) vi em casa, li os livros e cheguei a comprar os dvds originais para assistir com tudo o que me é de direito, mas ver no cinema é realmente algo. eu sei que ano passado vi a sociedade do anel quando saiu no especial 70 anos, mas perdi muitas das minhas experiências que ganhei com a companhia do meu melhor amigo por diversos fatores, então reconstruir isso e ir do começo ao fim, é mais do que eu posso falar.

chegar cedo no shopping para escolher o que comer que não fosse a pipoca, conversar enquanto olhamos os livros e procurar coisas para tirar fotos, registrar. senti como se estivesse de volta para 2001, quando saiu o primeiro filme e todos os adolescentes e adultos queriam ver aquela maravilha. eu não acreditei quando vi, a tela gigante e o som de fazer o chão tremer.

sai de lá ainda mais apaixonada pelo universo da terra-média, cheguei em casa faminta para ler tudo de novo, rever os filmes e me encontrar nesse meio de novo. era tudo que eu precisava, ver a mágia e o amor sendo formado na minha frente, pouco a pouco, com paciência e sabedoria, transbordando todos os desafios um por um. tudo que eu queria. 

eu viveria essa experiência tantas outras vezes... 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

parece tão difícil...

 não sei exatamente o que estou fazendo de errado. meu medo sempre foi ser um peso, ou motivo de preocupação, então evito dar o mínimo de trabalho possível e, no fim, não é o suficiente.

ontem recebi essa notícia, de que meu silêncio e tranquilidade são motivo de preocupar minha vó e, por isso, eu perderia muitos benefícios se não fosse trabalhar no hotel, ou arrumar um emprego (mesmo que isso implique na minha demição com menos de um mês por causa da faculdade). nunca vou entender essa ansiedade por um trabalho, quando até ontem tudo que me diziam era para focar nos estudos.

eu não acharia ruim de trabalhar, até gostaria (tanto que estou auxiliando no hotel), mas não quando faltam simplesmente 10 dias para os resultados do vestibular. eu gostaria de deixar a mente leve, tentar descansar um pouco. não sei, reconectar e alinhar tudo que está bagunçado aqui dentro, ainda tenho muito o que fazer por mim. 

tem dias que me arrependo de ter saído da ufms, talvez agora eu estivesse fazendo algo incrível. ou talvez, ter saído de lá foi a melhor coisa que eu poderia ter feito em toda a minha vida, talvez eu nunca teria feito as coisas que fiz, nem criado o que criei (nem conhecido, decidido e pensado).

agora entendo porque muita gente que trabalha pouco conversa pelo celular. fico cada vez mais parecida com meu pai e isso me incomoda um pouco, sinceramente. parece que muito da minha energia foi drenada, não me restando quase nada para me apoiar. voltei aos dias que a única coisa capaz de me alegrar eram as palavras, sejam elas minhas ou de outros. no momento estou lendo alice no país das maravilhas, de novo, para ver se encontro meu próprio reino da loucura. 

sábado, 17 de janeiro de 2026

critical fear em campo grande!

 ontém, dia 16, foi uma sexta muito louca. é engraçado que eu tenha ficado tão animada para ver uma banda de trash metal ao vivo logo quando esse é o meu gênero menos gostado, ainda assim eu queria tanto ver critical fear.

tem dois anos que acompanho eles, o vocal enfadonho me chamou atenção. depois de um tempo o conjunto inteiro virou uma paixão minha, eu nem sabia que poderia gostar da bateria de um trashzão, mas acabei gostando. quando soube que eles viriam para a minha cidade, como um evento único para nunca se perder, eu perdi a cabeça, fiquei desde o dia do anúncio até o show em si contando os dias, imaginando como seria viver aquilo... e mesmo com tantos problemas ao meu redor, eu não perdi esse ânimo.

do primeiro segundo que eu coloquei os pés naquele bar e vi a mesa da critical fear montada, foi um estouro no meu cérebro tão precisado. toda a angústia e medo que eu sentia dissipou, não me preocupei com mais nada por cinco horas de uma noite. não pensei duas vezes antes de comprar os cds, mal acreditei quando meu irmão me deu a camisa. não pude conter a felicidade.

levo comigo minha câmera para todos os lados, registro todas as bandas que presencio (costumo postar tudo em um instagram específico) e dessa vez não podia ser diferente. mesmo esquecendo de carregar a bateria antes de sair de casa eu consegui registrar todas as quatro que tocaram com um carinho que só eu entendo de onde vem essa paixão incandescente, guardei um pedaço especial da memória para poder deixar a critical fear eternizada.

 
(esse é meu primeiro post com foto). eu me apaixonei ainda mais, só de sentir a vibração no meu peito, a bateria martelou meu cérebro com tanta intensidade que, acho eu, alguns neurônios acabaram ficando por ali mesmo. não sei como descrever, nem o que escrever, na verdade, é tão lindo. o vocal, as guitarras... poucos elogios conseguem suprir meus reais sentimentos naquela noite. meu coração palpitava, o cérebro dava nós o tempo inteiro, meu corpo inteiro se coçava com a necessidade mais intensa de me colocar no meio de um mosh com tudo o que havia em mim. 

gostaria de deixar um pequeno destaque nesse último paragráfo para o alexandre, baterista. não costumo prestar atenção no que está acontecendo ali, no fundo do palco, mas poucas vezes desviei meu olhar. sei pouco, quase nada, de técnicas, mas era tão limpo... tão fácil de entender o que estava acontecendo, carinhosamente e agressivamente tocado. me enlouquece (coletei, despretensiosamente, a baqueta com uma assinatura bem pedida, eu não poderia estar mais feliz).  

quero tanto ver de novo, reviver esse dia. 
 

colheres de mesa: tempo perdido

 aquele coelho cinza, de tecidos escuros e jóias no rosto, carregava consigo um tesouro que eu tanto escondi. em seus braços tinha o coração...