ainda não sei porque acordei assim, mas eu sentia desde sábado que tinha algo de errado com meu corpo, eu só decidi ignorar as sensações estranhas e o cansaço esmagador, no domingo quando acordei com lucas eu tinha certeza que ia adoecer, a dor no corpo que não passava nem com um banho relaxante, o sono desenfreado que eu pensei ter sido causado por esse calor de 40 graus, talvez eu tenha pego a tosse dele, ou a gripe que ele estava essa semana, não sei, mas acordei nessa terça sentindo que morreria.
de madrugada, quando acordei com a chuva imprevista, eu não sentia nada além de incômodo com o ventilador batendo em mim, decidi desligar pensando que meu ouvido iria amanhecer dolorido, aconteceu o exato oposto: acordei com a garganta doendo e o corpo pesado, não consegui ir na aula e tive certeza que se eu fechasse os olhos outra vez, dormiria até o anoitecer, quase fiz isso de verdade.
não tem parado de chover um segundo sequer, pensei que depois do meio dia poderia acalmar, mas nada mudou e com a febre devorando meu corpo, me deixando sem energia algum, precisei levantar para fazer algo nesse meio tempo, agora estou aqui escrevendo sobre uma possível doença que ainda não sei de onde veio e nem porque justo hoje me assolou.
é o primeiro dia de setembro, assim como é o meu primeiro dia doente no ano inteiro, estou torcendo para que isso passe o mais rápido possível para que o sufoco da faculdade não seja tão intenso assim, também espero melhorar para fazer as minhas coisas, planejei algumas coisas para o movimento de rio preto que pretendo trazer no plano real de pouco em pouco sem muito alarde, pensei em fazer assim, de forma silenciosa, por querer ter as coisas do meu jeitinho, espero conseguir.
enfim, a febre realmente tomou conta do meu corpo nos últimos momentos, não só tudo dói como sinto que vou desmaiar só de encostar na cama, talvez eu faça algum chá bem quentinho mais tarde e, quem sabe, uma sopinha. no momento quero dormir.
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